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  • Mallu Magalhães lota casa, grava DVD e passa mal em SP - 08/10/2008


    Em tempos de crise fonográfica, é impressionante que uma nova artista de 16 anos, com apenas um ano de carreira, reúna tanta gente em um espaço relativamente grande, o Na Mata, em São Paulo. A gravação de seu primeiro DVD, realizada nesta terça-feira, mostrou Mallu Magalhães dando os primeiros passos em direção a uma possível ascensão na música. A tensão deve tê-la deixado mal. No final do show, a jovem cantora saiu do salão com pressa, amparada por seguranças, pois não estava se sentindo bem.

    De acordo com sua assessoria de imprensa, Mallu estava com uma virose um dia antes e por isso não se sentiu bem após o show. Sem cadeiras ou mesas na parte inferior, o público se apertou - e não arredou o pé - para conferir mais uma apresentação da jovem prodígio, que não deixou passar, em nenhum momento, que talvez pudesse não estar se sentindo bem.

    Usando cartola e roupas pretas, assim como seus outros músicos, Mallu estava visivelmente nervosa na primeira entrada. Mas demorou pouco para que a platéia, que se dividia entre fãs árduos e "marinheiros de primeira viagem", logo se entregasse para sua contagiante voz.

    Em pouco mais de uma hora de apresentação - ela subiu ao palco com 1h15 de atraso - ela provou que segura a onda de sua recente fama. A voz, fina, doce e com um trabalho de altos e baixos, chega a impressionar.

    Idem é o seu talento com os instrumentos, mesmo que por vezes tenha errado notas e se atrapalhado para "soprar" uma gaita, segurar um violão e cantar com improvisos, tudo ao mesmo tempo.

    Como havia prometido em entrevistas recentes, Mallu cantou três músicas em português. Uma delas, segundo ela, era "fresca". Antes de apresentá-la, ela pegou se bloquinho de anotações, abaixou no palco com um jeito quase infantil e saiu virando as folhas, deixando aparecer uma caricatura óbvia, feita a lápis, do cantor Marcelo Camelo, com quem gravou o dueto Janta. Depois disso, colocou a letra no chão e provou que, ao contrário do que pensa, suas canções em português têm tão ou mais força do que aquelas em inglês, que por vezes se repetem.

    Durante o show, uma das caixas de som apresentou problemas, deixando transpassar muitos ruídos, especialmente aqueles saídos do violão de Mallu.

    Apesar de tudo, as pequenas falhas não pareceram incomodar ninguém. Difícil mesmo era entender qual era o real público da cantora: na platéia era possível ver jovens de diversas faixas etárias, empunhando câmeras e se aglomerando até próximo às portas que davam acesso à pista. Lá em cima, a atenção era a mesma.

    Entre uma canção e outra, Mallu pediu desculpas por não poder atender os fãs no camarim. "São problemas de estrutura na casa.

    O camarim é muito pequenininho", justifica, como se tivesse que retribuir um favor. Eles não se importaram e entregaram os mais variados presentes a ela lá mesmo.

    No final do show, Mallu ainda apresentou um cover de Johnny Cash, mas, por motivos óbvios, não voltou para o bis.

    Com CD prestes a ser lançado no mês que vem - antes haverá o lançamento online - e seu primeiro DVD pronto para ser editado, Mallu Magalhães parece estar bem próxima de ser considerada um fenômeno nacional, não só por contribuição de quem ouve sua música na Internet, mas por aqueles que vão escutar, aos poucos, seu nome nos jornais, revistas e televisão. Por sua evolução, não vai demorar muito.

    Quem quiser conferir o show de Mallu pode garantir ingresso para o Planeta Terra Festival. Ela é uma das atrações do evento, que será realizado em 8 de novembro na Villa dos Galpões, em São Paulo.